KYC/AML em Tokenização
Obrigações Regulatórias
No Brasil, plataformas de tokenização estão sujeitas a múltiplas obrigações de compliance:
**BACEN (Circular 3.978/2020):**
Identificação e qualificação de clientes
Monitoramento de operações suspeitas
Comunicação ao COAF de operações atípicas
Manutenção de registros por 10 anos**CVM (sob CVM 88):**
Verificação de adequação do investidor (suitability)
Limites por perfil de investidor
Divulgação de riscos**Lei 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro):**
Obrigação de comunicação de operações suspeitas
PEP screening (Pessoas Expostas Politicamente)
Sanções e embargos internacionaisSoluções Tecnológicas
**KYC on-chain (Identity Tokens):**
Protocolos como ERC-3643 (T-REX) permitem compliance integrado no smart contract
O token só pode ser transferido para carteiras verificadas (whitelisted)
A verificação KYC pode ser reutilizada entre plataformas**Zero-Knowledge KYC:**
Prova que o usuário foi verificado SEM revelar dados pessoais
Compliance com LGPD (minimização de dados)
Projetos como Polygon ID e Worldcoin exploram essa abordagem**Oráculos de identidade:**
Serviços que verificam documentos e biometria off-chain
Emitem atestação on-chain (credential verificável)
Exemplos: Chainalysis KYT, Jumio, OnfidoEquilíbrio UX vs. Compliance
O desafio é não transformar o processo em burocracia que afaste o investidor:
KYC progressivo: verificação básica para investimentos pequenos, completa para maiores
Verificação instantânea via APIs (OCR de documentos, selfie match)
Reutilização de KYC entre plataformas parceiras
Processo 100% digital (sem envio de documentos físicos)